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28.11.16

[Entretenimento]: Meu Primeiro Livro

[Olá, leitores lindos! Tudo bem? O post de hoje é um pouquinho diferente: peguei carona nas resenhas e vim contar aqui tudo sobre o meu primeiro livro publicado, Paralelas que se cruzam. Vem comigo para conhecê-lo? Com açúcar e afeto, Carol Nery]


Livro: Paralelas que se cruzam
Autora: Carol Nery
Ano de publicação: 2016
Prefácio: “O que você faria se descobrisse que tudo o que você é só existe porque alguém pensou e escreveu?


Embarque nesta viagem e descubra o que Thayná, uma libriana dos cabelos negros e levemente ondulados de 17 anos, fez ao descobrir que sua vida era escrita por outra pessoa e não pelos deuses de sua religião.
A Estrela do Amanhã, filha de uma descendente de indiana com um descendente de indígena, aventurou-se e rendeu boas histórias que preencheram as páginas deste livro.
Entretanto, essas aventuras também são dedicadas a uma jovem, Vitória , ariana e descendente de italianos, que pensou em boa parte da vida dessa moça.
Boa viagem!”

18.9.16

Vida de escritor

Antes de qualquer coisa,  muito prazer, Carol Nery. Sou mineira de 1998, escritora (autora de Paralelas que se cruzam) e parceira da minha gêmea no blog Avesso de mim
Estou muito feliz por poder compartilhar aqui um pouco do que sei do universo literário, e para esse primeiro post vim compartilhar um pouco da vida do escritor.


Nós costumamos achar que os escritores têm vida fácil: escreve, viaja, vai às bienais e eventos (e eu me incluía nisso até começar a mexer com isso). Mas o que há por trás dos autógrafos, lançamentos e bienais?


A grande verdade é que a maioria dos escritores têm outras profissões, trabalham duro para manter algo que acreditam. E, por terem outras profissões, desgastam-se mais, afinal aproveitam a madrugada para escrever; e no dia seguinte, tudo de novo! - se tem uma coisa que admiro nessa profissão é que desistir nunca foi uma escolha.


Lidar com bloqueios criativos talvez seja a pior parte desse sonho - são horas olhando para a tela em branco no Word, rezando para um pontapé inicial. Ainda escrevendo, as dificuldades aparecem quando precisa refazer um trecho, um capítulo, uma história... - e é nessa hora que a vontade de apagar tudo e desistir mais aparece, é preciso vencer a si próprio e nem sempre é tão simples quanto parece.


As entrelinhas de um livro entretanto não contam apenas a dor da escrita. Eis que chega a parte mais temida, especialmente para aqueles que ainda são novos nesse meio: apresentar o seu original às editoras, que levam algum tempo para devolver a resposta - haja unhas para roer, é muita ansiedade - "o seu texto é bom, mas não se encaixa no perfil da editora." - um "não" educado que trás consigo a frustração, afinal é algo que acredita muito, um projeto de vida.


Aqui, alguns seguem para a publicação independente e outros conseguem uma editora e, a partir daí, a preocupação passa a ser "como vou vendê-lo?" e tudo é válido, desde as redes sociais até a presença do próprio autor em várias livrarias trocando doces por minutos de atenção. É duro não saber qual será o destino do seu trabalho: tornar-se um "best-seller" ou aquele livro escondido e empoeirado na livraria.


Escrever exige muito mais do autor que "apenas escrever"; é um ato solitário e incerto e depende apenas de sua capacidade de persistir, afinal os caminhos percorridos não interessarão ao consumidor final e muito menos às redes sociais e propagandas feitas - aos olhos dos outros, o sucesso nas vendas e a posição que você se encontra são as duas coisas que definirão a qualidade do escritor.


A vida que ninguém vê - a dor de tornar-se um escritor; um trabalho arduamente persistente em busca de um sonho. 

Com açúcar e afeto, 

Carol Nery (@a.carolnery)


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